Archive for the ‘Software livre’ Category

Caracteres n?o imprim?veis, você já viu?

2 de maio de 2011

Às vezes as pessoas querendo deixar aquele texto feito no Word com um nome de arquivo todo “certinho”, coloca todos os acentos e vírgulas e até símbolos matemáticos no nome do arquivo, porém o que o usuário não sabe (e nem se dá ao trabalho de saber) é que ao criar nomes de arquivo assim a chance desse arquivo aparecer sem a formatação ou nem abrir em outro computador é muito grande. Nem é preciso ir muito longe com isso, basta criar um documento no Windows 7 e tentar abrir no Windows 2000, mesmo um documento do bloco de notas corre o risco de não abrir, por um detalhe tão simples quanto o nome do arquivo.

No Linux a situação é ainda mais capciosa já que os arquivos escritos com caixa alta e caixa baixa são distintos para o S.O., com isso teste.txt e Teste.txt são diferentes, mas você notou alguma diferença entre eles?

Recentemente recebi alguns arquivos da professora responsável pelo estágio supervisionado da Universidade.

Eu não conseguia abrir nenhum dos arquivos, no começo pensei que estivessem mesmo corrompidos, então baixei de novo.

Então vi que eles não estavam, tentei entender o que se passava; o OpenOffice dizia que os arquivos estavam corrompidos, pois não podia ler aqueles NOMES de arquivo, mas o Mandriva (meu S.O.) dizia que tudo estava ok…… Fui ao shell para verificar….

[adriano@meupc ~]$ cd  ‘/home/adriano/Downloads/Documentos – alunos e professores/’

Listei o conteúdo da pasta com o ls e um dos arquivos apareceu assim:

Declara��o de Conclus�o de Est�gio Curricular 2011-1.pdf’

Agora se nem eu consigo ler o nome desse arquivo desse jeito, que dirá o OpenOffice?

Eu posso é claro deduzir qual é o nome correto do arquivo, mas esperar que um software faça deduções é pedir demais por enquanto, não é mesmo?

Aí você pode me dizer então que basta mudar o nome do arquivo pra um nome mais fácil de ser lido pelo computador que tudo está resolvido, certo?

Sim está certo, mas como você vai digitar um caractere que você não sabe qual é?

E como posso fazer para descobrir qual é aquele caractere?

Utilizando um editor de textos tal qual o VIM (dá trabalho mas é o que há no que se propõe a fazer).

Abra um novo documento no vim e cole o trecho de texto com os caracteres não identificados, posicione o cursor no caractere a ser consultado e no modo de comandos digite: ga . No rodapé do vim vai aparecer a representação gráfica do caractere seguido do valor decimal, o valor hexadecimal e por fim o valor octal. Com estes valores você pode consultar a tabela ASCII para identificar os caracteres perdidos, ou se você já sabia qual era o caracteres e apenas quer substituir no vim basta usar o comando: %s,\%xfffd,c,g esse comando vai substituir todos os “ç” por c do texto que houverem no documento do vim.

Mas não existe um jeito mais fácil?

Felizmente para nós há sim. 🙂

No shell (bash) existe o comando auto completar, com isso basta acessar a pasta onde se encontram os arquivos com nomes mal comportados, digitar o começo do nome do arquivo e teclar <TAB>, o shell se encarrega de colocar os caracteres de escape e códigos octais necessários para representar o nome do arquivo, desse modo podemos usar o programa mv para trocar o nome do arquivo desse jeito:

mv Declara��o de Conclus�o de Est�gio Curricular 2011-1.pdf’ Declaracao_Conclusao_Estagio_Curricular_2011.pdf

Agora o nome do arquivo pode não estar tão “bonito” quanto antes, mas pelo menos posso abrir tranquilamente não apenas no meu computador, como em praticamente qualquer computador. Afinal .pdf não significa formato de documento portátil à toa.

Controle adequadamente os ativos da sua empresa

2 de março de 2011
Excelente sistema de inventário

Saiba o que há na sua empresa.

Quem presta serviços de manutenção sabe a dificuldade em listar tudo o que está instalado nos computadores de um determinado setor da empresa, quantas licenças de software estão sendo utilizadas, se há a necessidade de se fazer upgrade, se não foram instalados softwares “proibidos” ou potencialmente perigosos segundo as políticas de segurança da empresa.

Para atender a esta necessidade falarei do OCS-ng um projeto francês para controle de inventário que permite saber tudo sobre o parque de máquinas da sua empresa seja ela um pequeno escritório com menos de 10 máquinas ou uma multinacional com milhares de terminais, servidores e outros ativos.

No sistema OCS cada equipamento envia para o servidor um relatório (em formato XML de no máximo 5KB) detalhado contendo a lista de componentes e softwares instalados e a partir daí o servidor monta uma base de dados onde é possível observar vários cenários importantes para a tomada de decisão tanto na área técnica/operacional quanto para a diretoria da empresa, afinal de contas é importante saber quais setores da empresa estão demandando mais equipamentos, mais licenças de software, se há furto de componentes ou mesmo defeitos gerados por características peculiares do ambiente devido a calor umidade ou poeira.

Para facilitar a vida destes profissionais e agilizar o acesso às informações que os diretores tanto precisam, recomendo o uso do OCS-ng cuja licença permite o uso comercial sem ter que pagar royalties, todavia ninguém está proibido de investir no projeto. 🙂

Em breve postarei dicas de uso e instalação do OCS, mas para quem já quiser testar, não perca tempo, vá para o wiki do projeto por aqui.

Um outro detalhe importante, o OCS-ng tem um projeto-irmão chamado GLPI (Gestão Livre para o Parque de Informática) que traz ainda mais opções para o controle dos equipamentos aliado ao controle de chamados técnicos e de contratos de manutenção, mas isso fica para um próximo post.

Qual sistema operacional vai ocupar o seu HD neste fim de ano?

25 de outubro de 2009

O Windows 7 foi lançado mundialmente nesta 5ªfeira, eu que já havia instalado a versão professional há mais de um mês (pois a universidade recebeu antes) posso dizer que a Microsoft fez um bom trabalho nesta versão. O sistema se inicia muito rapidamente e possui vários melhorias quanto à usabilidade, por exemplo a tela se redimensiona ao pressionar as teclas winkey+seta p/ direita ou esquerda e assim podemos colocar duas janelas lado a lado e facilitar a transferência de arquivos, este procedimento também funciona com o mouse ou seu próprio dedo usando uma tela touchscreen, há muitos outros exemplos já divulgados pela internet  sobre o assunto.

Do lado da maçã, a novidade veio mais cedo (em setembro) com o Snow leopard, que nada mais é que uma recompilação do sistema da Apple para os seus computadores, este “update” não suporta a arquitetura PowerPC e por isso muito espaço em disco deixa de ser desperdiçado com bibliotecas e binários que com certeza não terão aplicação alguma nos Mac Intel.

Já para o pessoal do pinguin teremos o lançamento do Ubuntu Karmic Koala marcado para o dia 29 de Outubro além de outras distribuições como o Madriva Linux One 2009 Spring, Debian 5 (Lenny), Slackware 13….. opção é que não falta aqui.

Eu aguardo o lançamento do Ubuntu 9.10, pois esta versão trouxe muitas facilidades para o usuário final, não que estas melhorias não possam ser usadas hoje, afinal se o software é livre basta implementar ou usar a versão beta do Ubuntu Karmic. E por falar em usar a versão beta do Ubuntu 9.10 segue o link para fazer a instalação de vários  aplicativos, codecs e outros recursos para facilitar o uso do desktop com o linux.

E você? Qual SO vai usar depois destes lançamentos?

Ideia sem liberdade não vale a pena.

16 de outubro de 2009

Li no blog do Maddog que na campus party colombiana, ele propôs um desafio sobre os vídeos mais criativos criados pelo pessoal presente no evento, o tema evidentemente foi o software livre.

O vídeo vencedor do desafio foi criado pelo autor Pablo Camacho.

Há vários conceitos subentendidos neste vídeo, será que você consegue identificá-los? Comente.

Sul-coreanos desenvolvem um minigame portátil.

5 de outubro de 2009

Em 1.999 a Bandai lançou um portátil chamado Wonderswan, que como muitos outros, tentou competir contra o Gameboy, mas pouco tempo após o seu lançamento, ele caiu por terra e durou menos que o NeoGeo pocket da SNK.

Dez anos depois uma empresa na Coréia do Sul a Hardkernel, desenvolveu um aparelho com um design muito semelhante ao do wonderswan, mas com a performance do iPhone 3GS e inclusive com o mesmo processador  Samsung S5PC100 (CortexA8) 667/833Mhz! Lembrando que o processador chega em 833Mhz por meio de overclock.

A tela é multi-touch e possui a resolução 320 x 480 (HVGA), tem conexão pela rede Wi-Fi b/g e Bluetooth.

Veja as especificações detalhadas aqui.

Os jogos podem ser tão complexos quanto os jogos de PSP.

Os jogos podem ser tão complexos quanto os jogos de PSP.

Uma das características mais importantes deste aparelho é o suporte ao sistema operacional Android de fábrica, o que pode trazer vários aplicativos livres e facilitar a criação de emuladores para aquelas plataformas que nunca esquecemos.

O único senão para o aparelho é o preço estimado em US$200,00! Se este for o preço do aparelho não vai rolar.

Veja o Odroid em ação.

Sugestão para boas risadas: Nerdson não vai a escola.

4 de outubro de 2009

Um blog muito divertido, repleto de boas tirinhas; recentemente o Karlisson (autor do Nerdson) fez uma paródia com a série o “Mundo de Beakman” que ficou ótima, vale a visita.

Veja uma história do Nerdson no “Mundo de Geekm4n”!

O programa passava na Cultura aqui em São Paulo era ótimo.

O programa passava na TV Cultura aqui em São Paulo e era ótimo.

Ele também escreve alguns tutoriais sobre o Inkscape, um editor de imagens vetorial ainda em estágio inicial de desenvolvimento, mas com muito potencial e com um longo caminho a ser percorrido.

Problemas com gatos? Use o blender defender!

30 de setembro de 2009

Seu querido gatinho tem mexido em algo delicado ou estragando as plantas?

Eu ri alto depois de ver isso.

A ideia é simples: o barulho e a luz estroboscópica funcionam como se fosse você repreendendo o gato, com isso você adestra o seu gato, não machuca o seu bichano e seus tesouros ficam protegidos (ou plantas).

Um exemplo de “solução técnica avançada” que deu muito certo.

Ubuntu Linux vai completar 5 anos e somos nós quem iremos ganhar um presente!

29 de setembro de 2009

No dia 20 de Outubro de 2004 a fundação Canonical lança pela primeira vez a sua distribuição o Ubuntu 4.10, esta distribuição foi derivada do Debian, porém o Ubuntu possui certas particularidades, por exemplo a contagem da versão é baseada na regra ano.mês ao invés da contagem tradicional das versões.
No Ubuntu não há versões pagas, assim todas as novidades chegam integralmente a todos os usuários sem distinção.
A facilidade de uso do sistema para instalar novos dispositivos e o uso do Gnome como desktop padrão ajudam bastante os novos usuários, mesmo quem está muito acostumado a usar o windows consegue em pouco minutos se adaptar e usar o Ubuntu. E para provar isso instalei o Ubuntu 9.04 num computador de um usuário que já estava bem acostumado a usar o Windows e o Office e como previ foi muito tranquilo o uso, todos os dispositivos foram instalados sem a minha intervenção, a multifuncional HP bastou ligar e poucos segundos depois já estava instalada.
Os aplicativos foram instalados pelo Synaptic de propósito pra confirmar que é possível usar o Linux sem tocar no terminal, mas é claro que as coisas são muito mais fáceis pelo bash.
Após 90 minutos tinhamos um computador com sistema operacional, dispositivos e aplicativos instalados e atualizados, claro a conexão de banda larga era muito boa e contribuiu nas atualizações, que inclusive foram baixadas enquanto o sistema estava sendo instalado!
Daqui 30 dias teremos uma nova versão liberada pela Canonical que terá uma dura missão pela frente: manter a estabilidade, o rápido tempo de boot e melhorar a interface gráfica para competir com a nova versão do Windows que será lançada oficalmente em outubro também.
Com essa disputa acirrada pela preferência do usuário, quem ganha o presente somos nós que temos um OS cada vez mais caprichado!
ubuntu-logo_by-ubuntista-com

RAID Parte – XI

25 de setembro de 2009

Configuração de RAID

Vamos a parte BOA DO RAID AGORA!!!!!

Antes de configurar qualquer um dos níveis de RAID, siga os seguintes procedimentos:

  • Instale as ferramentas para RAID:
  • Observe conteúdo do arquivo /proc/mdstat:
  • Este arquivo você sempre irá verificar para checar as configurações de RAID. Observe que nenhum dispositivo de RAID está atualmente ativo.
  • Crie as partições que você desejar incluir em sua configuração de RAID, por exemplo:
  • O próximo passo dependerá do nível de RAID que você escolheu usar; estaremos vendo a seguir cada uma destas configurações.
    # rpm -ivh raidtools*
    raidtools ############################## #
    # cat /proc/mdstat
    Personalities : read_ahead not set
    unused devices: <none> #
    # fdisk /dev/hda
    Comando (tecle m para obter ajuda): n

3.4.1. Modo Linear

Se você tem duas ou mais partições que não são necessariamente do mesmo tamanho. Você poderá concatenar uma com a outra.

Crie o arquivo /etc/raidtab para descrever sua configuração. Uma raidtab para dois discos em modo linear, terá uma aparência semelhante a esta:

    raiddev /dev/md0
    raid-level linear
    nr-raid-disks 2
    chunk-size 32
    persistent-superblock 1
    device /dev/hda6
    raid-disk 0
    device /dev/hda7
    raid-disk 1

Nos exemplos utilizaremos duas ou três partições de aproximadamente 1GB, sendo elas hda5, hda6 e hda7, dependendo da configuração de RAID. Discos sobressalentes não são suportados aqui. Se um disco falhar, o arranjo irá falhar juntamente com ele. Não existem informações que possam ser colocadas em um disco sobressalente.

Para criar o arranjo execute o comando:

    # mkraid /dev/md0
    handling MD device /dev/md0
    analyzing super-block
    disk 0: /dev/hda6, 1028128kB, raid superblock at 1028032kB
    disk 1: /dev/hda7, 1028128kB, raid superblock at 1028032kB #

Isto irá inicializar o arranjo, escrever os blocos persistentes e deixar pronto para uso. Checando o arquivo /proc/mdstat você poderá ver que o arranjo está funcionando:

    # cat /proc/mdstat
    Personalities : [linear]
    read_ahead 1024 sectors
    md0 : active linear hda7[1] hda6[0] 2056064 blocks 32k rounding
    unused devices: <none>
    #

Agora você já pode criar um sistema de arquivos, como se fosse em um dispositivo normal:

    # mke2fs /dev/md0
    mke2fs 1.18, 11-Nov-1999 for EXT2 FS 0.5b, 95/08/09
    Filesystem label=
    OS type: Linux
    Block size=4096 (log=2)
    Fragment size=4096 (log=2)
    257024 inodes, 514016 blocks
    25700 blocks (5.00%) reserved for the super user
    First data block=0
    16 block groups
    32768 blocks per group, 32768 fragments per group
    16064 inodes per group
    Superblock backups stored on blocks:
        32768, 98304, 163840, 229376, 294912
    Writing inode tables: done
    Writing superblocks and filesystem accounting information: done

Criar um ponto de montagem e montar o dispositivo:

    # mkdir /mnt/md0
    # mount /dev/md0 /mnt/md0
    # df
    Filesystem 1k-blocks Used Available Use% Mounted on
    /dev/md0 2023760 20 1920940 0% /mnt/md0 #

Observe que o tamanho total é de aproximadamente 2GB, pelo fato de termos feito uma concatenação de duas unidades, cada uma com aproximadamente 1GB.

RAID Parte – X

24 de setembro de 2009

Comparação dos Níveis de RAID

Podemos fazer uma comparação entre os vários níveis de RAID, de acordo com desempenho (leitura, gravação e reconstrução), disponibilidade de dados e o número mínimo de unidades requeridas. Observe na tabela a descrição destes atributos para comparação dos níveis de RAID.

Tabela 3-1. Atributos de Comparação dos Vários Níveis de RAID

Nível de RAID Disponibilidade dos Dados Desempenho de Leitura Desempenho de Gravação Desempenho de Reconstrução Número Mínimo de Unidades Requeridas
RAID 0 Nenhuma Muito bom Muito bom Não disponível N
RAID 1 Excelente Muito bom Bom Bom 2N
RAID 4 Boa E/S seqüencial: Boa E/S transacional: Boa E/S seqüencial: Muito Boa E/S transacional: Ruim Satisfatória N + 1 (N pelo menos 2)
RAID 5 Boa E/S seqüencial: Boa E/S transacional: Muito Boa Satisfatória (a menos que o cache write-back seja usado) Ruim N + 1 (N pelo menos 2)
RAID 10 Excelente Muito boa Satisfatória Boa 2N
RAID 50 Excelente Muito boa Satisfatória Satisfatória N+2