RAID parte II

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RAID Via Software

RAID via software é uma configuração de módulos do kernel, juntamente com utilitários de administração que implementam RAID puramente por software, e não requer um hardware extraordinário. Pode ser utilizado o sistema de arquivos ext2fs, DOS-FAT ou outro.

Este tipo de RAID é implementado através dos módulos MD do Kernel do Linux e das ferramentas relacionadas.

RAID por software, por ter sua natureza no software, tende a ser muito mais flexível que uma solução por hardware. O lado negativo é que ele em geral requer mais ciclos e potência de CPU para funcionar bem, quando comparado a um sistema de hardware. Ele oferece uma importante e distinta característica: opera sobre qualquer dispositivo do bloco, podendo ser um disco inteiro (por exemplo, /dev/sda), uma partição qualquer (por exemplo, /dev/hdb1), um dispositivo de loopback (por exemplo, /dev/loop0) ou qualquer outro dispositivo de bloco compatível, para criar um único dispositivo RAID. Isto é um contraste para a maioria das soluções de RAID via hardware, onde cada grupo junta unidades de disco inteiras em um arranjo.

Comparando as duas soluções, o RAID via hardware é transparente para o sistema operacional, e isto tende a simplificar o gerenciamento. Via software, há de longe mais opções e escolhas de configurações, fazendo com que o assunto se torne mais complexo.

O Controlador de Múltiplos Dispositivos (MD)

O controlador MD é usado para agrupar uma coleção de dispositivos de bloco, em um único e grande dispositivo de bloco. Normalmente, um conjunto de dispositivos SCSI e IDE são configurados em um único dispositivo MD. Como é encontrado no kernel do Linux 2.x, isto é feito apenas para remapear conjuntos de setores e dispositivos em novos conjuntos de setores e dispositivos. Pode ser feito através de dois modos diferentes: Linear (modo de concatenação) e striping (modo RAID-0).

As extensões do controlador MD implementam RAID-0 (striping), RAID-1 (espelhamento), RAID-4 e RAID-5 por software. Isto quer dizer que, com MD, não é necessário hardware especial ou controladoras de disco para obtermos a maioria dos benefícios de RAID.

A administração de RAID no Linux não é uma tarefa trivial, e é mais voltada para administradores de sistema experientes. A teoria da operação é complexa. As ferramentas do sistema exigem modificações nos scripts de inicialização. E recuperar-se de uma falha no disco não é uma tarefa simples, é passível de erros humanos. RAID não é para iniciantes, e qualquer benefício em busca de confiabilidade e performance pode ser facilmente acrescido de complexidade extra.

Certamente, unidades de disco evoluídas são muito confiáveis, e controladoras e CPUs avançadas são muito potentes. Você pode obter mais facilmente os níveis de confiabilidade e performance desejados, comprando hadware de alta qualidade e potência.

Não se pode usar RAID via software com sistema de arquivos journalled, pois o Linux 2.2 não possui nenhum mecanismo para pinning de buffers que estão na memória.

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